Mas é claro que podem haver fazedores que são comentaristas! Eu escrevo " fazedores que são comentaristas " e não " comentaristas que são fazedores" por uma razão especial e nesse caso aqui a ordem dos fatores altera o produto sim! Eu explico.
Primeiro,que quem é comentarista dificilmente se torna fazedor; ele é comentarista justamente pelo fato de ficar no conforto,de não ter que se arriscar em nada. É claro: se ele se torna fazedor é justamente pelo fato de ter aprendido com o " passado" e de ter também mudado de atitude, nesse caso, ter saído do conforto e ter aceitado os riscos.
Mas,quem é fazedor pode muito bem se torna comentarista porque tem a prática a seu favor. E quem melhor que a prática, com seus erros,para ser uma excelente pedagoga?
O fazedor que se tornou comentarista analisa a prática dos outros,os erros,compara com as suas,com os seus,vê onde errou e onde os outros erram e erraram... Ele tem a " autoridade" para ser comentarista! Muito mais do que quem só quer ficar no conforto e não arriscar nada! Como no caso do exemplo II apresentado no artigo anterior.
Então, quem quiser ter o " direito" de se tornar comentarista,deve primeiro ser um fazedor. Para daí poder se aposentar e ser um comentarista de respeito,tão bom quanto quando era fazedor. Caso contrário, é pura presunção.
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